terça-feira, maio 02, 2017

Trumpetas do Apocalixo



Já agora, sobre o EstTrumpf Trumpetas, e após metódica observação, ocorreram-me alguns epitáfios do estilo:
1. A montanha pariu um rato, e o rato produziu uma lombriga que agora preside a ambos.

2. As notícias sobre a derrota da Bruxa estavam manifestamente exageradas... Não há almoços grátis, pois não? Nem jantares, tão pouco.

3. Entre a Bruxa e o Novo-Bush, afinal, cabia ao Demo a escolha. E este não se fez rogado: Funcionou a Democracia.

Mas acho que, de todas as que tenho lido, a síntese mais feliz é esta:

«So when is Trump sex change operation?
He´s reversed himself on everything else.»
- Justin Raimondo


Make what? Well, make Israel bigger.






terça-feira, abril 25, 2017

Partidofagias e Contos do Vigário (r)



Podia lá eu faltar a uma efemérdia festiva destas...


Mas alguma vez os partidos, em Portugal, se guiaram coisa que se visse por ideologia, doutrina, receita (culinária, que fosse), programa de partido ou sequer de governo? Mal se apanham no poleiro, passam por isso tudo com o maior desembaraço, velocidade e amnésia súbita. Mesmo os comunistas (dos vários credos e alambiques) quando, no pós-25 de Abril, se entretiveram a desmantelar a nação à boleia da peregrinice zoina dos moderados (como já tinha sido em Outubro de 1917, na Rússia), mesmo esses, nunca deixaram, no essencial, de acautelar a vidinha e o futuro sem sobressaltos na "democracia burguesa" pós-Novembro. Nos restantes quarenta anos, os partidos têm sido nada mais que agências de emprego, feiras de contactos e influências, trampolins sociais e trambicódromos para safardanas, sicofantas e arranjistas das mais diversas estirpes, cores e proveniências. E quanto mais instalados ou com acesso ao Poder, pior. A não ser no folclore da treta, não há socialistas nem não socialistas, sociais-democratas ou populares, esquerdistas ou direitistas, conservadores ou liberais: é tudo devoristas, trepadoristas  e empalmadores. A máquina partidária encarrega-se de produzir, em regra, enchidos desses. Mesmo indivíduos honestos e genuinamente bem intencionados que, por algum milagre da santa, escapassem à filtragem interna, acabariam rapidamente submersos e varridos pela marabunta infestante.
Fora tudo isso, as únicas agendas que cumprem vêm de fora e fazem parte do kit/alvará comercial. Ou do estojo de emergência, por dictatum ainda e sempre externo. Resume-se o fenómeno inteiro num aforismo simples: sacrifica-se o pagode para salvação dos eleitos.

Os partidos são o cancro. Está provado e servido, à náusea e à exaustão, desde a cegada de 1820. E também já vimos a cura, pelo que não requer descobertas da pólvora ou da roda dentada. Não há metásteses boas nem metástases más: há metástases que se tornam particularmente nefastas e malfazejas logo que abocanham o Poder. A diferença no malefício é directamente proporcional à quantidade de poder nas unhas da quadrilha e à duração da mamada. A dinâmica da mediocridade, da chicana, da safadeza e da filha-da-putice que reina no interior das cloacas partidárias (dos quais o modelo universal e perpétuo é o do próprio Partido Comunista - cada Secretário-geral converte-se num tótem tribal a prazo, e, uma vez no Poder, degenera num Kim-Kong-ill à solta, a arder em frémitos de eternidade) alastra ao país e instaura a dispersão, o oportunismo, a velhacagem e a zaragata permanente. Acangotada na Administração Pública, numa cascata de alvéolos, casulos e bolsas marsupiais, esmera-se, afana-se e desunha-se, a um ritmo cada vez mais frenético, em extorquir e brutalizar, sem dó nem piedade (e toda a burrocracia de que é capaz), o contribuinte e o desamparado em geral.  Desamparado, entenda-se como todo aquele que não pertence ou é patrocinado por qualquer uma das camarilhas em exercício: dos partidos à maçonaria,  das Ordens às Opus, dos Clubes  às seitas (excepto naquele caso emblemático em que o clube e a seita se confundem), passando por todas as mancebias e manjedouras a jusante, cujo elenco me dispenso de explicitar por economia de espaço e nojo. O certo é que é toda uma escumalha - que não vale a ponta dum corno nem serve para nada de útil à nação - a armar ao importante, ao fino e, sobretudo, ao caro. Mainates que se fazem pagar como arquiduques.

Os partidos, entretanto, foram todos socialistas no pós-25 de Abril; foram todos democráticos no pós-25 de Novembro; e serão todos o que for preciso para garantir o estipêndio dos seus comensais (devidamente hierarquizados à boa moda feudal, pois claro, que isto da democracia é só mesmo para inglês ver e otário aplaudir). Acreditar na reforma deste esquema, ou, ainda pior, na sua cura milagrosa, é o mesmo que acreditar na redistribuição da riqueza. Os mesmos que não impedem os ladrões de roubar e, ainda por cima, os ajudam a sacar a seu bel-prazer, apregoam  depois projectar persuadi-los a devolver o que quer que seja? Os mesmos que facilitam são depois os mesmos que moralizam? No menos mau dos casos, é o mesmo que pretender educar um filho na idade adulta, depois de deixá-lo adquirir todos os vícios, taras e más tendências. Uma nódoa, parafraseando o Eça, não se reforma: remove-se.
Mas pior ainda é tentar camuflar o surro duns debaixo do tapete do lixo dos outros. Quem o faz não o realiza por amor genuíno à higiene, mas por  frete escuso ou interesse escaninho numa das imundícies. Repito: Não é devoção à limpeza: é propaganda eleitoral. E das rascas.
Ou então não, dir-me-ão as almas mais caridosas; que é mero fruto da ingenuidade, de boa fé, com boa intenção. Pois, contra bem intencionados desses já fiquei eu  vacinado (e pena não ter também ficado o país) no 25 de Abril. Já sei qual vai ser o resultado da "boa intenção"... Que, diz o provérbio, povoa os infernos.

PS: consta que as "câmaras corporativas"  rosas e laranjas que infestam a blogosfera (quem a viu e quem a vê!...) são, em larga percentagem, tripuladas por funcionários públicos. Faz todo o sentido. Em pleno mundo às avessas, numa sociedade em putrefacção acelerada, o parasita ascende a guardião da moral pública.

segunda-feira, março 13, 2017

Lendas com pés de barro e nariz desmedido



A propósito de obras sobre a nossa última Guerra Ultramarina, chamou-me a atenção no livro de Simon Innes-Robbins, "Dirty Wars: A Century of Counterinsurgery", um capítulo sobre os portugueses (na verdade, o 2. The last to leave: The portuguese experience, 1961-74). Dei uma leitura rápida, mais a sondar de eventuais e recorrentes minas do que propriamente em digressão colectora e não é que, a páginas tantas, tropeço nesta pequena pérola (relativa à Guiné):
«Following the breakdown of talks and the departure in 1973 of Spinola, who left  morale at an all-time high, the counterinsurgency campaign was continued under General Bettencourt Rodrigues. However, the situation on Guinea begun to deteriorat during 1973, and it was clear that Spínola's inspiring leadership had served only to paper over serious cracks in the portuguese war effort. After his departure attitudes hardened on both sides, especially following Cabral's assassination by PAIGC dissidents in January 1973.»
Ora bem, a literatura anglo-saxónica é de um modo geral benevolente para os militares, em contraposição com um certo desdém pela inabilidade dos políticos (leia-se, do regime). Todavia, e mesmo assim, já não embarca nos mitos negros sobre a DGS como autora ubíqua de assassinatos a esmo.

Em suma, a lenda negra do assassínio de Cabral pela DGS e pelos portugueses já só resiste enquanto pinoqueira inveterada dos papagaios ideológicos do costume (como estes; ou estoutros, passe a redundância, e por desplante conveniente, recorrente e óbvio). 
Qualquer historiografia minimamente séria, juntamente com multíplos testemunhos de dentro do próprio PAIGC da época, há muito que clarificaram o embuste propagandalheiro. Cito apenas alguns desses testemunhos:
 «O ex-comandante de navio da força marinha do PAIGC, Álvaro Dantes Tavares, afirma que Amílcar Cabral foi assassinado por Inocêncio Kani, um dos principais elementos da força da marinha. Numa entrevista ao Ocean Press Álvaro Dantes Tavares considera que este facto foi desprestigiante para a marinha, a principal base do PAICV.»

O ódio dos guineenses aos cabo-verdianos é antigo. Mesmo o Marcelino da Mata, que é guineense retinto (etnia Papel), se lhe perguntarem o que é um Cabo Verdiano (ou mestiço de qualquer zona de África) ele responde, sardonicamente, com um termo pejorativo: "Fotocópia". E depois há outro conceito entranhado no PAIGC (e nas estruturas reinantes da Guiné-Bissau) que diz tudo: a promoção aos altos cargos processa-se por extinção sumária e expedita do superior.  A lista é vasta, metódica e conhecida. Principiou no próprio fundador.

domingo, março 12, 2017

Malditas Cassandras!








Chamo a atenção para a data desta entrevista: 2011. Portanto, as pessoas podem confrontar o que foi diagnosticado e prognosticado nos fenómenos históricos entretanto decorridos. Mas um trecho é sobremaneira significativo: quando ele refere o carácter praticamente marxista (por incubação neo-trotskeira, acrescento eu) da nova ideologia promotora das guerras: a "democratanóia globalhabunda". Isso, e o vaticínio, por arrasto implícito, de uma "nova-Al Caeda"...
Delírio? Três anos depois, em 2014, o Exército Islâmico fazia a sua proclamação ao mundo.

sexta-feira, março 10, 2017

O Modo Português

Para os raros que se interessam seriamente por estas questões, uma obra a ler sem mais delongas:




quinta-feira, março 09, 2017

Dia Mundial da Gaja

Ontem, escutava-se a esmo, nos mérdia, um grande rumor festivo. A propósito do dia Mundal da gaja, celebravam-se conquistas e emancipacinhas deveras crocantes. Como, por exemplo, hossana nas alturas!, o acesso a baluartes masculinos do estilo alancar no fundo das minas, ou  guiar um táxi, ou, nec plus ultra,  pegar em picareta para efeitos de jardinagem. Assim mesmo, cada qual mais formidável que a anterior. Babo-me diante de tão indiscutível progresso feminil: já se entoupeiram pelo chão abaixo, já guiam táxis e já se deleitam com uma picareta nas unhas. Esqueceram-se apenas de proclamar uma outra conquista emancipadeira ainda mais sublime, verdadeiro corolário das anteriores: também já podem alistar-se nas fileiras do Exército Islamico. Melhor e mais urgente convocação missionária não encontro para as nossas feministas de plantão. E duvido mesmo que exista.

terça-feira, março 07, 2017

Ironias do Destino

 O pigmeu, fanfarronca ele, vai fazer exigências ao gigante. Está, claramente, a confundir o Putin com o Trump. O Vlad vai responder-lhe, diplomática e caridosamente, que sim, pois claro, vai pedir aos Iranianos que se retirem com suavidade. Ao que estes responderão, com humana modéstia e cordial afecto, que sim, que o farão com todo o gosto, assim que acabem de desinfestar a zona (na companhia dos Sírios e Russos).
Entretanto, o pigmeu vai meditar sobre a sua própria estupidez caiada a esperteza saloia. Quando segregou a peregrina ideia de patrocinar a praga de antropófagos islamicoisos na área achou que era bestial e supimpa. O resultado, porém, para qualquer racional minimamente equipado de neurónios activos, era mais que previsível: os Iranianos vieram (viriam sempre) atrás dos islamicoisos, que lhes serviram de pretexto excelente (e facilitado) para confraternizarem, em modo piquenique bélico, com os seus amigos do Hezbollah. Estes, antes com imensas dificuldades para receberem armamento, puderam assim, sem grandes embaraços, encetar um upgrade catita nos seus arsenais balísticos. Agora, os israelinhos têm os iranianos à porta de casa, os chiitas libaneses devidamente  equipados e amanhecem todos os dias, os pequenotes, justamente sentados em cima dum barril de pólvora.
Mesmo quando aparentemente dorme, Deus não descansa. No mínimo, tem sempre a ironia do Destino a trabalhar por Ele.
Ou então rememoremos aquela fábula engraçada do João a gritar que vem lobo.


domingo, fevereiro 26, 2017

Apocalipses de alguidar

«* Some 1,271 government organizations and 1,931 private companies work on programs related to counterterrorism, homeland security and intelligence in about 10,000 locations across the United States.
* An estimated 854,000 people, nearly 1.5 times as many people as live in Washington, D.C., hold top-secret security clearances.
* In Washington and the surrounding area, 33 building complexes for top-secret intelligence work are under construction or have been built since September 2001. Together they occupy the equivalent of almost three Pentagons or 22 U.S. Capitol buildings - about 17 million square feet of space.
* Many security and intelligence agencies do the same work, creating redundancy and waste. For example, 51 federal organizations and military commands, operating in 15 U.S. cities, track the flow of money to and from terrorist networks.
* Analysts who make sense of documents and conversations obtained by foreign and domestic spying share their judgment by publishing 50,000 intelligence reports each year - a volume so large that many are routinely ignored.»
Este trecho, onde transparece todo um aparato algures entre um 1984 rilhafolesco, um dédalo kafkiano e um scketch montypytonesco, não foi retirado de nenhum alfobre de teoria da conspiração. Não, foi mesmo do Washington Post. De 2010. Ou seja, bem antes do Washington Post se ter dedicado, em exclusivo, a debitar teorias da conspiração. Cada qual mais descabelada e alucinada do que a anterior. E descreve, o trecho em epígrafe,  a IC americórnia. A IC, que é como quem diz, a Inteligence Community da Democracia Liberal mais xpto e modelar do universo. De tal ordem que se viu transformada em produto de exportação global à força de tiro e bomba. Só que, de liberal, com uma hipertrofiação estatal destas, não tem nada; e de democracia, com uma obesidade subterrânea e inescrutivável destas, também não. Aliás, como a recente e excêntrica alcandoração do Donald vem demonstrando às escâncaras. A Coreia do Norte e o seu querido líder viram-se subitamente ultrapassados no concurso para a maior anedota do planeta: os Estados Unidos, com o seu abominado, vituperado e por todos os meios desancado e gozado presidente, ultrapassou-a. E, realmente, entre um país onde um povo lobotomizado idolatra o mandarim, ou um outro onde uma súcia de funcionários públicos e prostibulares se serve do  legitimamente eleito pelo povo como saco de chacota, palhaço de feira e penico de necessidades, convenhamos, os norte-coreanos sempre dão ao mundo uma imagem mínima de ordem e lógica (poderá ser a pior governação do universo, mas sempre patenteia uma arrumação à vista de todos - o querido líder, rei-deus na terra, absolutismo sem Deus, decide e quando decide está decidido). Pelo contrário, os norte-americanos da hora que passa exibem um líder ao mundo que, afinal, revela-se agora sem margem para mais tretas, não decide nem comanda (nem nunca decidiu ou comandou) grande coisa. Só que, doravante, a fantochada degenerou em carnaval desatado, com lançamento de excrementos e frutas podres a céu aberto e ao desbarato. Porque, de facto, bem mais ridículo, grotesco e pavoroso do que ver os órgãos de comunicação social duma nação a fazerem a permanente apologia do seu dirigente máximo, é assistir a esses mesmos canais a executarem a mais completa, ininterrupta insidiosa e descarada pelourinhação pública do mesmo. Em suma, mais estapafúrdio ainda que ter deus no trono é fazer deste retrete pública e sentar nela o diabo eleito.

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

O Método da Necrose


África e o Médio-Oriente, sobremaneira, têm vindo a tornar-se autênticas fábricas de produção de refugiados em larga escala. Se pegarmos num mapa-mundi e confrontarmos as regiões mais exportadoras desse novo produto de desestabilização global constataremos que coincidem com os espaços de acção e intervenção da chamada "revolução democratizante", geralmente executada sob a bênção legal, o beneplácito militar e a propagandalha assanhada da famigerada "comunidade internacional".  É indesmentível que, do ponto de vista do principal agente infeccioso, a "revolução democrática" constitui um upgrade providencial à "revolução socialista". Nesta, as vítimas permaneciam  encarceradas e hermeticamente confinadas aos laboratórios experimentais; naquela, bem pelo contrário, vêem-se, brutal e desenfreadamente, expelidas para fora deles. Como chegaram a esta ideia tenebrosa? Ao que tudo indica, apenas recuperaram a ideia inicial: o inferno imposto só funciona de feição se abarcar todo o planeta. A infernização ou é geral ou sucumbe à contra-infernização. Portanto, em vez de manter o gado incubado em parques herméticos, há, isso sim, que dispersá-lo de modo a infectar e criar condições para a infernização de todas as regiões humanas. Donde emergiu esta bestialidade? Parece que aconteceu quando os gestores e doutores frankensteins do inferno soviético se viram, súbita e abruptamente, destituídos das suas batas e seringas, e transformados em refugiados. De como se transplantaram, de armas e bagagens, para a América do Norte e, daí, lenta mas cavilosamente, trataram de reanimar a monstruosidade, a História conta. Só que, coitada, passou à clandestinidade.

PS: Já vamos na "Descolhonização 3.0". E os resultados, invariavelmente trágicos e sanguinorreicos, continuam os mesmos. Por conseguinte, não se trata de lapso recorrente ou sequer estupidez compulsiva: é mesmo um método.

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

A Mira-esquerda pornomarxista




"O Óbito Marxista revisitado".

Um artigo interessante, com algumas teses indespiciendas.

Sobre uma delas  - a de que a actual esquerda é pós-marxista, aponto-lhe um anexo escancarado: apenas uma parte dela; já que a restante, que geralmente se traveste de "contra-esquerda" ululante, é tão ou mais marxista que a original. Aliás, esta "mira-esquerda" de vão de escada, copiou todos os tiques ruidosos (propagandalheiros) do objecto obsessivo do seu voyeurismo perverso.  Só que duma forma, naturalmente, invertida. De tal modo que, para o observador imparcial, o fenómeno nem semelha confronto, mas apenas onanismo maníaco. Tanto espalhafato fariseu só pode significar uma coisa: os mira-esquerdas não combatem a esquerda: excitam-se e masturbam-se com ela. Incapazes de decifrar a ideologia, ficam-se pela pornografia. E  pelas fantasias húmidas, geralmente S&M,  que com ela esgalham.

PS: Aproveito para relembrar, parafraseando-me, o "Método do Cuco":
« Primeiro, o marxismo incubou a postura no ninho do cristianismo; agora a "neo-direita" choca no ninho do marxismo.»