sábado, novembro 24, 2012

Mijar-nos-Finados


Caro Ricciardi,

A sua malevolência capciosa  em relação ao Ultramar português é directamente proporcional à sua benevolência ululante e fanzine com o Rinoparaíso da palestina. Às tantas, até parece uma tentativa desesperada de limpar o presente imundo do seu país de afeição ao passado indefeso do seu país de natureza.
Não chega a chutzpah: é mais chuto-no-puto. (o "puto" é como chamam em Angola, desde antes da descolonização, a "Portugal continental")

Mas eu compreendo-o. Como bom contentorista, sente-se no dever de passar manteiga aos hospedeiros.  É um expediente proveitoso que os homens aprendem com alguns insectos hemofagos.

Ninguém aqui se surpreende. Nem leva a mal. Todos sabemos que o "a bem do negócio" pairará sempre nos antípodas do "a bem da nação".

Só coloco uma condição:
os contentores de banha venda-lhos a eles, não nos venha impingi-los a nós.


PS: Já de seguida, e em prelúdio à efeméride do 25 de Novembro, vamos lá então iniciar aqui o Fórum Descolhonização. Começo a estar cansado dum certo Boletim Mentirológico, onde mais que o tempo presente ou futuro, se pretende nebular e deprimir o tempo passado. Já basta de Mentirologia Retroactiva.
E para quem não admite que belisquem ou revisem o passado deles, sob pena legal, é muita a prontidão e desfaçatez em largar bosta e lápis azul no passado alheio. "Mija-nos-Finados", definia lapidarmente mestre Gil Vicente.



85 comentários:

zazie disse...

ahahahah O mija-nos-finados, uma expressão que eu usava tanto

Anónimo disse...

É incrível, eu sei, mas ainda existem pessoas que os queriam analfabetos...
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Rb

Anónimo disse...

Basta ler os jornais para ficar analfabetos

Anónimo disse...

Mas enfim, oh Dragão, vc pode pode fantasiar intenções na minha pessoa - o recurso dos tolos... ou dos parvos tão bem ilustrado por Gil Vicente, que devido à sua pobreza de espírito não mede as suas palavras - que nada disso me afasta daquilo que penso acerca do assunto.
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Eu não vejo «negócios», nem «nações», nem regimes bons e maus, consoante a tribo de onde venho ou que me dá abrigo: vejo simplesmente pessoas.
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Pessoas que merecem, indepentemente do negócio, credo ou nação, ser escutadas.
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Estranho o tempo em que nos esqueçemos dos tempos idos. Não aprendeu nada com o passado. Nada.
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Talvez fosse boa ideia pensar porque se tiveram que fazer descolonizações nas americas, do norte e do sul, na asia, em africa, na oceania...
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A exploração daquelas gentes, dos seus recursos, gerou, obviamente, movimentos de resistencia dos povos locais.
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É chato?
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É. Sabe para quem? para aqueles que viviam lá: brancos e pretos, vermelhos ou amarelos. Esse é que perderam tudo o que ganharam a vida toda à conta de governos malucos que quiseram impor aos povos à força bruta. Se tivessem considerado aquelas terras e os povos das mesmas como pessoas, nenhum movimento de resistencia teria surgido. Essa é que é a verdade. Nem se teriam abandonado quem por lá se fixou e nasceu. Há poucos ghandi ou mandelas, infelizmente, o que há mais é dragões.
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Rb

lusitânea disse...

Agora e cá só se impõe ao zé povinho indígena os pobres gerados pela "descolonização" (e numa de todos iguais,todos diferentes na mesa da segurança social internacionalista),que pelos vistos era do tipo "exploradora"...
Passados todos estes anos e já sem exploração aquilo deveria estar um paraíso.O chato é que ainda vão demorar muito tempo a recuperar o nível que já tiveram.E nalguns casos nem isso.
O que aqui tem que ser feito é uma verdadeira "descolonização".Também temos ou não direito?E o melhor é fazerem-na a bem...
Porra já haver 25000 guineenses "nacionalizados" a que título?Com direito a "português" num governo golpista e tudo...
Os traidores do tudo e do seu contrário que se cuidem que a coisa não vai ser-lhes mais de feição...

lusitânea disse...

Na despesa ainda continuamos a ter império.Cá dentro e lá fora.É isso que tem que ser decididamente acabado.Por uma verdadeira descolonização tão ao agrado ao defensores do fim das explorações.

lusitânea disse...

Concluindo:se a colonização correu mal lá fora tem que correr mal cá dentro.Criar aqui um sobado é que nunca!

dragão disse...

Não se trata de intenções nem meias intenções, ó RB.

Vossência afirma determinadas coisas, ao contrário de mim, julgo, imbuído das melhores intenções e transbordante duma imaculada filantropia. E essas coisas estão patentes, estão à vista; e sob a cobertura melíflua do paraíso ao domicílio, por via de santo gandhi ou são Mandela, constituem objectivamente duas coisas: insulto a Portugal e aos portugueses (brancos e pretos); ladainha grosseira e ignorante que em pouco se distingue da cassete descolhonizante que pretende branquear a traição, mais que a Portugal, aos valores básicos da civilização e da vida humanas com a retórica sonsa e hipócrita da emancipacinha assistida - a velha lengalenga dos bons selvagens vítimas dos governos maus e da civilização europeia.
Como se a saída do "governo mau" Português não cedesse logo entrada ao "governo bom" soviético, cubano, americano, chinês ou o que aos corruptos ferozes do MPLA. para banquete das suas bolsas, convir. Ah, mas agora são livres, alfabetizados, dignos, despiolhados, proclama vossência, de olhinhos merejados. OLhe, caro padre tereso de calcutu, eu conheço aquela merda de cima abaixo, do presidente aos mucubais que continuam a ostracizar aquele que vestir calças. Sei bem o que os portugueses deixaram, e sei bem o que esses bandalhos bem piores que os piores dos labrêgos colonos (que os havia, mas não constituiam paradigma) fizeram. E continuam a fazer.
E posso garantir-lhe (embora, nesta matéria suspeite que esteja a gastar cera com ruim defunto) que, nesta matéria, vossência emula na perfeição um perfeito asno.

E olhe que, por consideração, estou a ser benevolente.

De boas intenções não é apenas o inferno que está cheio: é a terra que, a transbordar delas, está feita num inferno.


dragão disse...

«Talvez fosse boa ideia pensar porque se tiveram que fazer descolonizações nas americas,»

Só a título de exemplo. Vê, como vossência debita sem pensar. Fala a metro.

As maiores descolonizações das américas, só para citar os dois maiores países, foram os Estados Unidos e o Brasil, não é?
Os colonos vieram-se todos embora, com o rabinho entre as pernas, de volta à Europa, pois...
:O)))

Os índios, a esta hora, estão na maior. Sem colonos a chateá-los e a exercerem a sua grande dignidade, liberdade e alfabetização...

Tem cabeça, não tem? Use-a, homem!

m disse...

ehehehehe

Eu já lhe tinha dado esse exemplo e ele repete o disparate.

E repete-o porque desconhece o ADN cheyenne- não vem na Torah.

dragão disse...

E a descolonização da palestina, já agora?

Ou a sua pantavisão das pessoas por toda a parte obnubila-se diante dos palestinianos?...

Rb, vossência é um pândego.

Mas não abuse. Senão ainda acaba,alamber as feridas, no já vasto e famoso clube da APAVRD - (Associação de Protecção e Apoio às Vítimas Ressentidas do Dragão).

m disse...

ehehehe

Pois é um bacano. Ele também acredita que a Reconquista foi um retorno dos verdadeiros portugueses que tinham sido expulsos pelos islâmicos.

De outro modo, Portugal ainda era uma colónia, sabe-se lá de quem.

":O))))))))

m disse...

A Palestina ele explica assim- era dos judeus porque antes foi de gente que desapareceu.

E depois deles, foi de gente que colonizou outros, que nem seriam todos judeus mas continuava a ser país dos únicos a quem Yahveh destinou.

":O))))

zazie disse...

Sou eu- zazie a guardar coisas no delicious

dragão disse...

Guardas coisas em cada sítio...

:O))

Mas não faças de porta voz. O Rb, é bacano mas não é maluco.

Presumo que,mesmo que não saiba, suspeite que há limites.

Se me aparecer aqui a debitar essas distintas pérolas perde de vez o direito à escola e ganha de vez a urgência à receita médica. Para não falar em terapia de electrochoques e camisa sem mangas.

zazie disse...

Não foi nada de porta-voz; ele disse isso da Reconquista, aí atrás

ahahahahhahahahahaha

Ricciardi disse...

Oh dragão vc fala, articula palavras mas não diz nada. O que vc queria sei eu. Conheço essa espécie que abutra pelas terras africanas.
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A mesmo anti-semitismo que destila é proporcional ao racismo que transborda. Quer fazer crer que os coitadinhos dos pretinhos das africas, como não tem competencias para mais, estariam melhor a lavar os rabinhos dos portuguesinhos ou doutros quaisquer.
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Tenha juizo alma de Deus. Tenha juizinho.
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E depois vem com o disparate estonteante de que eles estão pior. Que porra de argumento. Além de estarem bem melhor, não se esqueça que fomos nós, os portugueses, que deixamos às sortes... sem educação e mergulhados numa guerra civil.
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E depois, é de um absurdo ilógico atroz. Então reclama direitos de conquista dos portugueses sobre os povos de áfrica e depois reclama direitos dos povos da palestina sobre aqueles que vc chama de colonizadores judeus.
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Oh homem, vamos ver se nos entendemos:

1º ISRAEL é um país de DIREITO.
2º ANGOLA é um país de Direito.

Ambos reconhecidos pelos conjunto de paises que compõem a ONU.
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Ghandi, Mandela.... pois claro; Seres superiores. Não gosta deles, não é??
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Pois. Preferia que estivessem a limpar rabinhos.
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Rb

Anónimo disse...

Vc sabe ou devia saber.
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Estivemos 500 anos em Angola.
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Passamos 400 a escraviza-los e vende-los para o Brasil e os ultimos 100 anos a trata-los por gente menor.
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A prova que eles não eram gente para o regime portugues, mas sim animais de carga e trabalho, é o facto de só apenas 7% da população negra ter acesso à educação. Hoje são 67% que frequentam a escola. Volvido apenas 10 anos após a guerra civil.
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O tempo dos coroneis já passou Dragão. Já passou. Vc sabe o que se fazia a um preto que entrasse em ligitio com um branco, não sabe?
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Pois.
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Rb

dragão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
dragão disse...

«Oh dragão vc fala, articula palavras mas não diz nada»

Bem, eu ainda falo. Vossência faz-se desentendido e zurra. Ainda por cima, deu em zurrar em segunda mão.

Depois recorre a estratagemas retóricos tão básicos quanto isto:
«A mesmo anti-semitismo que destila é proporcional ao racismo que transborda.»

Isto já nem é zurro: é desespero.

Outras pérolas retóricas, mais que falácias, falências argumentativas:
"Tempo dos coroneis" - fenómeno dum país independente, nunca descolonizado - Brasil.

- "Os pretinhos a lavarem rabinhos dos portugueses" - agora nem os rabinhos da elite mestiça, pretona e associados lava convenientemente, porque falta constantemente a água em Luanda. Portanto, já não lavam: lambem.

- "Estivemos lá 500 anos e deixámo-los na guerra civil, a culpa é nossa" - não o fazia tão velho e não me lembro de si quando lá estive. E deixámo-los aonde? Então os tipos não são suficientemente capazes, adultos e responsáveis? Até a guerra civil é culpa nossa? Quem é que está a ser paternalista?

- "reclama direitos" - mas vossência acha que eu sou do tipo de reclamar direitos? Já abandonei a adolescência há muito tempo Isso é mais o departamento das suas cegarregas. Limitei-me a confrontá-lo com a lógica consequente das suas prédicas. Mas já todos persebemos que consequência e coerência não são o seu forte.

- A prova de que eles eram gente para o regime português é que, na sua grande maioria e diversidade tribal, lutaram nas nossas fileiras, honraram a nossa bandeira, cobriram-se de valor e heroísmo (o oficial mais condecorado do exército portugês é preto, guineense) e, só para lhe dar um pequeneino exemplo, havia descriminação positiva em Angola, em 70/74, no acesso à função pública da província. Um branco neto de brancos autóctones, era preterido em concurso a um preto. Agostinho Neto formou-se em Coimbra. A rede escolar, e sanitária, que era reforçada pelo dispositivo militar de quadrícula nas mais recônditas áreas, alfabetizava indiscriminada e maioritariamente indígenas. Etc, etc, etc. Você andou a recolher dados históricos onde, à mesa do Hotel Presidente? Ou do Tivoli? Ou nas esplanadas da ilha?...

Pelo que fica mais que patente como estas suas manifestações particularmente ostensivas apenas confirmam e reforçam tudo aquilo que de si diagnostiquei no postal.


Afinal, o estereotipo que vesgamente despeja nos portugueses que viveram no ultramar (brancos e pretos) é reforçado com os estereotipo que tenta colar a quem quer que lhe objecte o chorrilho de disparates, birrices e santidades de pau carunchoso.

Não é vossência que se gaba de uma percentagem de ADN xpto? Não estou a ver nada. Chega a ser congfrangedor. Apagão cerebral? Onde está a inteligência quando precisamos dela?

:O)))

Veredicto final: Como agrava a estultícia com casmurrice, vou ter que despromovê-lo a mula.

lusitânea disse...

Uma das coisas que estranho é que nesta época das "liberdades" e das "memórias" das noites "fassistas" e "esclavagistas" não venha nenhum exemplo do retorno do escravo a casa...Pá nem do Haiti eles regressam...quanto mais dos USA e do Brasil, neste caso um pouco mais branquelas...
Mas prontos eu continuo à espera que depois do Judeus Marx e Lenine terem teorizado a "descolonização", para nos colocarem na situação actual, embora demasiado retardada, face à queda dos herdeiros dos próprios no antigo "sol da terra" venha outro Judeu iluminado(sem ser eleito não tem o mesmo peso) que doutrine sobre a agora necessária descolonização da Europa...em especial Portugal para onde os antigos explorados acorrem como abelha para pote de mel e mesmo sem o "visto CPLP"...
Mas prontos ainda sonhamos com pretinhos a limpar-nos o cu, embora o "trato dos escravos ter estado na mão dum iluminado Judeu quando se apercebeu do que aquilo podia "dar"...aliás andam a descobrir que somos quase todos judeus, logo venha quem atire a 1ª pedra...

Anónimo disse...

Ok Dragão, deixe lá isso.
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Como dizem no Brasil «pau que nasce torto mija fora da bacia»; não é raro em portugal o sentimento relativamente às colonias que o dragão orgulhosamente denuncia.
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Não está certo, nem errado; compreendo a sensação de injustiça e de perca de quem de lá teve de fugir.
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Mas estava escrito que a descolonização ia acontecer. Estava escrito para quem soubesse interpretar a realidade. Uma realidade que descriminava pretos de brancos não pode ter futuro. E não teve.
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A culpa é sempre dos outros. Nunca é nossa. A culpa foi dos russos e dos gringos, afiançam. Tretas.
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Os russos e os gringos são como os abutres... cheiram a morte, prenunciam-na.
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Volto ao principio: quando a causa é justa não interessa quem a promove (russia, eua).

Lamento concluir que se o tempo pudesse voltar atras, e se o Dragão tivesse o poder, teria feito exactamente o mesmo que foi feito. Nada aprendeu com a vida. E isso é terrivel.
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A nós, no presente, cabe-nos assumir total responsabilidade pelo rumo das coisas. Erramos redondamente em várias fases das politicas para com as colónias. Mas no fim, nos anos pós abolição da escravatura, nos anos que Salazar governou deviamos ter puxado o povo de angola, os negros, para o mesmo nivel educacional e social dos brancos de angola. Era o minimo.
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Olhe, quando existe gente boa na politica, com cabeça, com alguns valores, as coisas negoceiam-se para que ninguém fique a perder. Vc viu, no final, a Africa do sul protegeu fortemente os interesses de TODOS, dos brancos e dos Negros. Em contrapartida em Angola os brancos angolanos vieram com uma mão atras e outra à frente.
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Mesmo assim, não aprendem.
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Rb

lusitânea disse...

"nos anos que Salazar governou deviamos ter puxado o povo de angola, os negros, para o mesmo nivel educacional e social dos brancos de angola. Era o minimo"
A malta a pedir milagres não é coxa.Se calhar o Salazar devia ter metido bairro social já multicultural e RSI´s...
Antes de 1961 Angola prosperava e ia assimilando as populações que podia nesse desenvolvimento.A matança dos brancos de 1961 até apanhou os "colons" desarmados e com a maioria das tropas a serem africanas, mesmo os oficiais subalternos.Claro que depois de instalada a desconfiança é fácil de encontrar injustiças.Mas eu que ainda andei no Salvador Correia já vi a inversão dessa situação.Nos primeiros anos era quase tudo africano genuíno.O meu chefe directo numa repartição de finanças era preto, o colega era caboverdiano.Mas prontos o branco é que era racista e explorador, nomeadamente as muitas dezenas de milhar de operários e camponeses brancos que lá meteram o seu capital e que bem ficaram sem ele.Porque afinal "fassistas" e racistas eram todos e as lutas fizeram-se para livrar os bons dos africanos desses diabos.Para entrarem outros só com boas intenções como os cubanos, os russos e agora os chineses.Agora é só prosperidade.E existem muitos licenciados tipo Relvas aptos a governar-se como cá...

lusitânea disse...

Os brancos da África do Sul não fugiram , embora vão morrendo de vez em quando, porque ninguém teve colhões para os desarmar.Como teve o nosso almirante vermelho.Esse sim considerado um grande amigo de Angola.Aliás só os brancos é que deveriam ter fugido.As brancas essas podiam muito bem ter ficado para serem divididas com as respectivas casas...

Álvaro Queirós disse...

Rb, à muito tempo que sigo com interesse os seus comentários ás mais diversas realidades, e não pensava ler o que tem escrito,,,, acredito que tem muito a ver com o seu lado jocoso,,,porque a realidade com que escreve sobre África, não e a mesma que eu conheço, de ver e cheirar....

lusitânea disse...

Mas vão lambendo o rabinho bem lambido dessa rapaziada toda vão que quando o JES cair irão ter nova dose.Que deveria estar só reservada a gajos de esquerda, iluminados e eleitos que os outros já tiveram a sua dose e ficaram justamente vacinados...

lusitânea disse...

Tive um parente que trabalhava numa roça de café no Norte que foi abandonado e não avaliou bem o que se estava a passar.Foi claro apanhado e sujeito a um "julgamento popular".E sem sindicatos e advogados safou-se sem dano daquele mar de pretalhada.Mas regressou.Hoje as montanhas do Norte continuam a produzir toneladas e toneladas de café que nada ajudavam na riqueza das populações...era tudo exploração...

dragão disse...

«compreendo a sensação de injustiça e de perca de quem de lá teve de fugir.»

Não, Rb, a questão é precisamente essa: vossência não compreende, nem quer compreender.

Eu, que não vivi lá antes da descolonização, nem tive que fugir de lá, compreendo. Como compreendo e partilho as agruras do povo a que pertenço.

Essa, no fundo, é a diferença entre nós.

E, para concluir, sempre lhe digo:
Portugal é uma nação antiga, não apenas de direito mas de facto.

dragão disse...

E confie-se muito ao "Direito" que vai ver onde a fézada leva...
Como diz o Lusitãnia aí acima, espere só que o Super-soba morra (e o Mandela, mais abaixo); como aguarde só que um dia dê na real gana aos gringos e vai ver os estados de direito de Angola ou Israel, num instante, a darem pró torto.

lusitânea disse...

Nos finalmente só peço uma coisa:que se desembrulhe isso de ser "Português".Fala-se tanto de "100000" portugueses em Angola que por mim que sou desconfiado de nascença, talvez por ter sangue judeu, sabe-se lá,é coisa que me faz comichão saber que anda por aí muito gajo e gaja com um papel a dizer que é "português".Como se sabe existe muito papel que só serve para limpar o cu e nada nos obriga a nada mas desconfio que uma parte da nossa bancarrota tem sido importada...sem necessidade como diria o outro...

Anónimo disse...

«Eu, que não vivi lá antes da descolonização, nem tive que fugir de lá, compreendo.» Dragao
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Oh dragao, quer medir o grau de compreensão comigo, é isso? Ó homem fique lá com a bicicleta; fique lá com a compreensão, mas a minha é maior.
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1º Eu comecei por dizer que perdemos as colónias porque não soubemos gerir os países colonizados. O
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2º Disse ainda que o povo angolano, o nativo, só se identificaria com a nacionalidade portuguesa se Portugal tivesse tido uma politica de integração dos negros no acesso à educação e cultura. Colocar os negros ao mesmissimo nivel socio-economicos dos brancos.
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3º Referi ainda que manter uma nação artificalmente unida, atraves da guerra ultramarina, não é, e nao foi uma boa opção.
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4º... que a opção pela guerra foi tão politicamente /e humanamente vá) má que resultou numa migração forçada em massa - os retornados.
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Rb

dragão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
dragão disse...

É exactamente o contrário do que V. diz.

1* O ultramar, sobretudo Angola, estava a ser gerido convenientemente. O que não soubemos gerir foi a Metrópole e foi por esta que a coisa descambou.

2ª Não eram os negros de fraco nível cultural, que tinham apetites independentistas: eram, como são sempre, os mais evoluidos, os mestiços e até muitos brancos; adicionado a um veículo subservivo condensado numa única tribo transfronteiriça. A independência dos Estados ou do Brasil não lhe ensinou nada? Foram os pele-vermelhas que desataram em ímpetos indeoendentistas?

3º Continuam artificialmente unidos então: pela língua, fronteiras, costumes e administração copiada da ex-metrópole, etc.

4º Não foi a opção pela guerra que causou a descolhonização. Foi o contrário: a opção pelo caos,patrocinado e induzido por interesses extra-nacionais. Foi a revolucinha de Abril que acarretou, no ultramar, aí sim, a revolução tropical. E foi para isso que ela aconteceu. Pelo que, no essencial, foi um êxito retumbante.



Percebeu?
(pergunta retórica, claro - já percebi que não quer perceber).

dragão disse...

Aliás, simples e pacífico:

Militarmente, em Angola, a guerra estava resolvida. Se queriamos dar tiros tinhamos que ir à Zambia.

Mesmo no pior sítio, a Guiné, em conversas com os ex-guerrilheiros balantas, há meia dúzia de anos, eles confessavam que em 74 estavam nas lonas, já mal podiam com uma gata pelo rabo.

Como diz o ditado, a ignorância é a mãe do atrevimento. E no seu caso a senhora parece que deu à luz trigémeos.



Carlos disse...

“1º ISRAEL é um país de DIREITO.
2º ANGOLA é um país de Direito.”

Porque razão um tem DIREITO e o outro tem Direito?

“Estivemos 500 anos em Angola.
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Passamos 400 a escraviza-los e vende-los para o Brasil ...”

Apenas copiámos os outros que à vários séculos o faziam (nem vale a pena fazer o enquadramento histórico, ainda se perde toda a piada). E só não tivemos mais sucesso porque os escolhidos migraram.

Carlos

Ricciardi disse...

Conclusões Dragonianas:
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1º A metropole estava a ser mal gerida, e foi por má gestão da metropole que tudo descambou.
Obs. parabens, chegou lá.
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2º As revoluções ou os apetites independentistas fazem-se através das minorias cultas.
Obs: Logo, a educação e cultura dos colonizados deve ser mantida baixinha para evitar esses apetites. Deve ser mantida e foi de facto. Séculos a fio. Só 7% é que chegavam a saber ler.
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3º Estamo junto então, mano, yá? pela línguá, musica, gostos... mas não é preciso guerras para nos forçamos.
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4º Foi foi. Foi exactamente a puta da guerra que matou centenas de milhares de portugueses que está na origem disto tudo. Olhe, a convicção de que a solução para a guerra colonial tinha de ser a via política e não a das armas era cada vez mais clara no espírito dos oficiais portugueses; na sociedade civil era cada vez maior o fluxo da emigração, não apenas na busca de melhores condições de vida no exterior do país mas, a nível da juventude, para evitar a mobilização para a guerra colonial.
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Em 1974, não existiam em Portugal ou seriam muito poucas, as famílias que não estivessem atingidas, directa ou indirectamente, pela mobilização de um familiar. Aqui é justo realçar o sofrimento angustiado de mães, da minha mãe, sem a certeza do regresso. Tudo para quê?
A substituição de Salazar como primeiro ministro ou presidente do conselho por Marcelo Caetano, abre uma réstia de esperança numa solução negociada para a guerra colonial (primavera marcelista), mas essa expectativa é gorada e tudo continua na mesma, com a nação cada vez mais exaurida. Marcelo Caetano defendia uma via federal para as colónias e, embora já tivesse havido uma proposta dos E.U. (plano Nixon, 1972) para que Portugal concentrasse as suas forças em Angola e no sul de Moçambique, numa vietnamização desta colónia, deixando cair a Guiné que assim se tornaria independente. Essa via não foi seguida porque Marcelo Caetano. Quem tudo quer tudo perde.
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PS. Eu tambem nao espero coisa alguma de si. Vc não compreende que a guerra só é eficaz e só se justifica para nos defendermos do inimigo. Não era o caso. Os povos, principalmente aqueles descontinuados territorias à patria-mãe, os ultramarinos, tem o direito a dizer o que querem para eles próprios. Não concebo outra forma de lidar com isso.
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Olhe o exemplo da siria. mas é admissivel ao olhos do Dragão que o governo faça o que está a fazer ao seu próprio povo??
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Vc não percebe que da guerra não adevm solução duradoura??
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Rb

Anónimo disse...

«Porque razão um tem DIREITO e o outro tem Direito» carlos
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porque apeteceu-me dar um grito no primeiro DIREITO.
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Rb

Ricciardi disse...

Entretanto, no plano internacional, Portugal era um país cada vez mais isolado:

1963 – Portugal é expulso da Conferência Mundial do Turismo e da Comissão Económica da ONU para África;

1963 – Todos os países da OUA cortaram relações diplomáticas;

1965 – Portugal é impedido de participar em conferências especializadas da UNESCO;

1966 – Idem, na Comissão Regional de África da Assembleia Mundial da Saúde;

1970 – O Papa recebe em audiência os Presidentes do MPLA, PAIGC e Frelimo, o que tem enormes repercussões nos meios político/religiosos portugueses;

1972 – Portugal é obrigado a abandonar a UNESCO;

1973 – Os países árabes embargam as vendas de petróleo ao Estado português;

A renovação do material de guerra, nomeadamente a nível de meios aéreos era praticamente impossível ou comprava-se sucata da 2.º Guerra Mundial, “em contrabando”, é ocaso dos aviões B-26 que praticamente não chegaram a operar Angola nos últimos anos da guerra.
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Mas não era apenas a nível militar que a situação era complexa. Também a nível da sociedade civil se colocavam muitos problemas:
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Conflitos laborais (Greves no C.F.Lobito, no Porto de Luanda, em fábricas, nos serviços públicos etc.);
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Ausência de Governador em substituição do anterior que regressara a Lisboa a seguir ao 25 de Abril e que tardou as ser nomeado;
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Paralisação da Administração civil; (Maj. Soares Carneiro, Secretário Geral);
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Desarticulação da economia com os receios por parte de administrações de empresas e da banca que receavam pelos seus investimentos;
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As notícias que iam chegando de Portugal sobre a complexidade do processo que se desenrolava na metrópole;
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Primeiras manifestações da comunidade branca de Luanda traduzindo receios (p. ex., multiplicavam-se as anedotas de índole racista);
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Em resumo, os problemas meu caro DRAGAO, ao contrario do que vc diz não começaram depois dos 25 de ABril. Começaram muito antes.
Essa é que é a verdade.
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Rb

Anónimo disse...

Mas deixe lá, homem. Vc não é o único a pensar assim. Há um chusma de gente que defende a guerra para 'educar' o próprio povo.
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Não vê os da Óssetia, da Georgia, da Ucrania?
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TOdos eles tiveram razões fortissimas para fazer a guerra. Estou aaté convencido de que grande parte das razões são as mesmas que o Dragão aduziu.
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Rb

zazie disse...

Óh S. João Crisóstomo:

mais uma vez que te esqueceste de deixar o link:

http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=th5

Anónimo disse...

Oh minha santa rapariga, eu conto sempre contigo para essas contingencias.
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Rb

Anónimo disse...

Mas, olhe, eu lanço-lhe um desafio.
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Um «supúsio» vá. Imagine que a Madeira ou a Catalunha, depois dos novos colonos (a UE, o FMI, e o BCE) os terem esmifrado para além das suas posses, resolvem querer a independencia dos respectivos países. Formam-se movimentos independentistas e tudo.
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A solução dragoniana era enviar 'em força' tanques e aviões de combate para a Madeira. A ideia era eliminar os 'terroristas' madeirenses. Ao fim de 13 anos, e depois de um punhado de milhares de mortos, as intenções independentistas serão maiores ou menores?
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Se acha que são maiores, então a guerra amplifica as tensões. Se acha que são menores, então é porque não está bom da cabeça.
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Se acha, como eu acho, que estas questões só podem ser sanadas de forma negocial e politica e pacifica, então estamos de acordo,
ainda que se facilite a independencia.
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Mas uma indpendencia cedida que preveja e negoceie os direitos de TODOS os residentes. Os do continente e os da ilha.
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Enfim, tudo o que não foi feito nas colonias...
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Rb

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

":OP

Lá estás tu a repetir bacoradas.

Olha aqui, meu: desde quando a Madeira é uma região?

Tu não entendes que os madeirenses são tão portugueses quanto os lisboetas ou portuenses, ou o raio que os parta?

Tu não percebes a diferença entre a trampa de uma "região administrativa" e uma região de povos diferentes?

Phónix que ainda tens de aproveitar campanha de alfabetização angolana, pá.

Anónimo disse...

Oh Zazie, qual foi a parte do 'supúsio' que não entendeste?
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Eu percebo muito bem as diferenças. Substancialissimas, de resto.
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Não obstante, é uma questão que pode, a breve trecho, estar em cima da mesa.
.
Rb

zazie disse...

Conta-me lá uma coisa:

Para ti, traição à pátria só existe se for Israel, não é assim?

Eu tenho estado a morder o que tu dizes porque isto há-de ser milenar- os marranos não tinham pátria e ainda eram piores que os judeus.

Sempre foram- ou davam em inquisidores ou em traidores.

Por isso é que toda aquela anormalidade neoontam, como diz o Arroja e bem, é coisa de judiaria. Só pode. Só a judiaria pode ter essa tendência, como tu tens, para o internacionalismo por cenas malucas.

Por tudo o que permita deitar abaixo nações. O tal direito de secessão do anarco-capitalista do Rothbard

E, quando não é assim, é pior- dá-lhes para o internacionalismo proletário.

zazie disse...

Não, não é suposio algum: já é a 2ª vez que comparas os madeirenses a povos autênticos- a nacionalidades.

E eu pergunto-te: então, qual é o limite para uns cabrões quaisquer fazerem o mesmo que uma ocupação estrangeira.

Não existe?

Para ti não existe crime de traição à pátria?

A menos que seja Israel, é isso, não é. O teu país de coração, como o Dragão topou, não é Portugal; é Israel- por racismo pencudo.

Anónimo disse...

Eu até já os alfabetizei financeiramente durante uns tempos. A sério.
.
Mas não gostei da experiencia porque não tenho vocação para seguir planos de aulas. As minhas aulas eram concorridas, mas não era pelos motivos inerentes à disciplina.
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Dei a porra do programa tão depressa que sobrou demasiado tempo... tempo que resolvi aproveitar para fazer um jogo com o pessoal.
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Dei-lhes dinheiro virtual para as mãos e eles tinham que aplicar da melhor forma o capital. Formei equipas de analise de mercado e empresas etc.
.
Foi um festim. Acabei por ter que desistir de dar aulas porque não me estava a ver a repetir as mesmas matérias para outros marmelos. Não tenho paciência.
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Eles não tem a mesma preparação de base. A verdade é essa. Estão muitíssimo mais alfabetizados, mas não é a mesma qualidade que a nossa escola.
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Se tu passeares na Marginal vês mulheres a vender livros de escola. Alguns nem sei de onde vêm. Chamou-me a atenção um de inglês que dizia «Engleis para principiantes». Ouve, até fotografei a capa do livro.
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Rb

Anónimo disse...

Olha que não Zazie, olha que não.
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Estás enganada. Redondamente
enganada.
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Eu sou portugues, de gema, mas não confundo as minhas gentes com os politicos ou politicas. Se o meu país se portar mal eu denuncio sem qualquer problema. Não embarco em nacionalismozinhos bacocos e inconsequentes.
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Então agora tenho que concordar com todas as decisões dos politicos do meu país? era o que mais faltava.
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Rb

zazie disse...

Então és um principiante desocupado

":OP

Ou engleis...

Anónimo disse...

Nem defendo tudo o que Israel faz. Mas nem pensar. Muitas decisões foram tomadas com as quais eu discordo visceralmente.
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O crime de traição à pátria para mim é, por exemplo, fazer guerra ao próprio povo. Vender o país a terceiros. Dar informações conficdenciais. Mas querer a independencia não é traição alguma.
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Pelo contrario, pode ser uma excelente solução para quem não se sente parte do todo.
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A Madeira, acredita, é apenas um exemplo que quis dar para emular uma hipotese independentista. E lembrei-me deles porcausa do Alberto joao que anda sempre a falar nisso.
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Não ponhas intenções aonde não há.
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Rb

zazie disse...

Já agora: conta lá as denúncias que costumas fazer ao teu 2ª país quando se porta mal.

É que eu nunca te li uma única.

Uma única- pareces mais israelita que um militante da Mossad. Nem uma única crítica- ficas completamente sissywak com qualquer merda que Israel faça.

E arrepelas-te todo e até chamas assassinos a um cozinheiro e mais uns turistas que deram uma coça a uns principiantes pencudos, armados aos cágados navais.

zazie disse...

Inté, ó anarco-capitalista.
Vou xonar.

Anónimo disse...

Olha,

1) Os colonatos por exemplo. Sou contra. Deviam sair como fizeram em gaza.
2) Jerusalem, que devia ser ocupado da forma como foi planeado pela ONU.
3) Não defendo o retorno dos refugiados, mas defendo que deviam ser indeminizados a meias por israel e os paises que atacaram israel e que os puseram em fuga.
.
Pronto, há mais coisas com as quais não concordo, menos relevantes, mas tudo isto passa a ser secundário quando a contraparte pretende a eliminação dos judeus.
.
Rb

dragão disse...

Se tu fores para Santa Luanda
certifica-te que levas uma flor no teu cabelo
Se tu fores para Luanda
vais encontrar pessoas meigas lá
Todos aqueles que chegarem a Santa Luanda
o verão é a estação do amor
nas ruas e nos muceques
pessoas meigas por toda a parte
com flores no seu cabelo!

Por toda a nacinha
há uma estranha vibracinha
gentinha em movimento
Há uma nova geracinha
com uma velha explicacinha
gentinha em novimento!...

Se tu fores para santa Luanda
não esqueças de usar flores no teu cabelo!
Bla-bla-bla e coiso e tal.

....//....

Resumindo:

A liamba é muita, a seriedade é pouca e o bom senso é nenhum.
Um conselho: se fumar, não escreva; se escrever não fume.
A ganza pública tem efeitos francamente adversosà articulação do pensamento.

dragão disse...

Todavia, em matéria de suponhamos, não precisa de ficcionarmundos possíveis. Tem exemplos na realidade histórica.
A maior potência actual do planeta, os Estados Unidos, garante do seu paizinho da farinha amparo.
Nunca descolonizaram; bem pelo contrário, colonizaram a eito e atropelaram os indígenas. Quando alguns estados quiseram a Secessão, foram lá e puseram-nos a ferro e fogo. Um morticínio desatado. Não consta que isso os tenha fragilizado ou traumatizado muito.
Cita casos da Ossetia, da Georgia e não sei quê! Claramente v, debita ,nem reflecte. É que não consta que quando esses neo-paizinhos estavam integrados na União Soviética houvesse problemas desses. Afinal, a independência não é a panaceia milagrosa?...

Vamos à nossa Angola.
Havia problemas? Meu Deus, que surpresa, que novidade! Que coisa assombrosa, inaceitável! E já vinham de antes do 25 de Abril? Credo, que descoberta! Já vinham do século XIX. Os problemas são inerentes e ubícuos a qualquer parte do globo: em Israel não há problemas? Nos Estados Unidos não há problemas? Em Portugal, agora, não há problemas?
Mas, em havendo problemas, fazemos o quê? A sua receita: debandamos. Fugimos esbaforidos. Corremos para debaixo das saias da mãe, coitadinha, que está muito angustiada com a nossa ida à guerra.
Tudo menos a guerra. Morrem lá pessoas, que horror! Você deve ter visto nos filmes e ficou assim tão melindrado, imagine se tivesse experimentado na realidade. Calculo que estaria em tratamento psiquiátrico.
Portanto, uma tribo transfronteiriça, agitada por pastores americanos, entende manifestar o seu desagrado chacinando três mil brancos, portugueses, mulheres e crianças, à catanada, mais a módica quantidade de 30.000 bailundos e mestiços, portugueses, por desfastio. E nós fazíamos o quê? Descolhonizávamos a correr. Afinal, a catana é quem mais ordena. E concedíamos a independência aos bacongos. De Angola? Não do Uige!...
Tudo menos a guerra. Matou nove mil mártires em 13 anos. Morreram e morrem anualmente mais pessoas nas estradas do que na guerra (mesmo nesta, mais de metade das baixas foram em acidentes rodoviários). Não é puta a estrada? Não é cabrão o automóvel? Não angustia as mães que os filhos se lancem à auto-estrada, às rotundas e aos viadutos?
Na sua lógica de galinha, então o melhor mesmo é as mães abortarem todas antes de parirem. Assim não correm o risco de ver nascer filhos para a morte, pois vão morrer fatalmente todos. Não é uma angústia da caralho?!

E a santa independência, apaziguadora de todos os males, ultrajes e explorações... Alfabetizadora, cultivante e recreativa que só visto. Nos últimos 15 anos, no Zaire, foram chacinadas cerca de 6 milhões de pessoas; no Ruanda ficou célebre o genocídio entre Utus e Totsies. Quer que eu faça a lista completa? Compete com as páginas amarelas. Mas agora a guerra já não é puta; já não mata: apenas cumpre estatística.
Afinal, têm o paraíso e fogem para a Europa, aos milhares, porquê? Saudades do colonialismo? Masoquismo atávico?

Vá vender-lhes essas balelas a eles. Alfabetize-os financeiramente nos campos de refugiados.

De resto, e para acabar, só não lhe recomendo que enfie essas tretas num certo sítio porque, manifestamente, é de lá que elas saem ininterruptamente.







Anónimo disse...

Então, caro dragão, de que se queixa em Israel?
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Rb

Ricciardi disse...

«só não lhe recomendo que enfie essas tretas num certo sítio porque, manifestamente, é de lá que elas saem ininterruptamente.» Dragão
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Pois, olhe, eu tenho uma pequena virtude que muito prezo, de entre milhões de defeitos. Saber estar entre a plebe e entre a realeza com o mesmo à vontade com que v.exa. arrota insultos.
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Sinceramente, estes seus comentários são de uma agressividade verbal vulgar e deveriam pertencer a um blogue chamado “vivo noutro mundo e sou mais esperto que vocês todos juntos”; é que são tantas as afirmações incorrectas e totalmente desvirtuadoras da realidade e daquilo que eu digo que até se torna difícil ler o artigo todo.
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Anyway, não há nada de errado consigo que uma boa reencarnação não cure. É como dizia o meu pai a sua mãe deveria tê-lo deitado fora e criado a cegonha.
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Vc usa o insulto e palavras redondas como um bêbado usa um poste de luz – mais para suporte da opacidade das ideias do que para iluminação.
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É que, meu caro, está cientificamente provado que a vaselina não faz crescer o cabelo. Se não o caro Dragão já teria rabo de cavalo naquele 'certo sitio'.
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Rb

Anónimo disse...

Caro Rb
Não se ponha agora a lamber as feridas. Pediu a briga, foi avisado, continuou a debitar à sorte, procurando fundamentar a sua opinião de qualquer maneira... o que esperava?
O hamas joga uns foguetes, israel bombardeia aquela coisa toda, você concorda. Agora, cai o Carmo e a Trindade por ter sido o contrário?... LOL

lusitânea disse...

"Ricciardi disse...
Entretanto, no plano internacional, Portugal era um país cada vez mais isolado:

1963 – Portugal é expulso da Conferência Mundial do Turismo e da Comissão Económica da ONU para África;

1963 – Todos os países da OUA cortaram relações diplomáticas;

1965 – Portugal é impedido de participar em conferências especializadas da UNESCO;

1966 – Idem, na Comissão Regional de África da Assembleia Mundial da Saúde;

1970 – O Papa recebe em audiência os Presidentes do MPLA, PAIGC e Frelimo, o que tem enormes repercussões nos meios político/religiosos portugueses;

1972 – Portugal é obrigado a abandonar a UNESCO;

1973 – Os países árabes embargam as vendas de petróleo ao Estado português;

A renovação do material de guerra, nomeadamente a nível de meios aéreos era praticamente impossível ou comprava-se sucata da 2.º Guerra Mundial, “em contrabando”, é ocaso dos aviões B-26 que praticamente não chegaram a operar Angola nos últimos anos da guerra. "

É de ficar impressionado com tanta desgraça e o fassismo não se ter apercebido disso.
Por acaso havia uma coisa que resolvia tudo isso:dinheiro.Em cash.Até os Judeus que jogavam nos tabuleiros todos gostavam dele.E vendiam o material militar que fosse necessário, claro.Como fizeram nos morteiros 120mm .
O embargo do petróleo é que nos lixava.Logo em Angola que produzia o que fosse preciso.
Reescrever a história é sempre bom do lado esquerdista.Mas não faltavam helis e anti-aéreas franceses, viaturas alemãs e boing´s 707 americanos...
O que tivemos foi uma ditadura demasiado compreensiva com os traidores.Se tivessem havido umas valas comuns agora a rapaziada esquerdista tinha mais um argumento de trabalho, mas não tinham feito tanta traição...

lusitânea disse...

E por falar em valas comuns.Em Angola existem muitas.Não é por acaso que a FNLA tem só os 2% nas votações...

lusitânea disse...

E repare bem que este método científico foi bem apreendido pelos seus hospedeiros...

lusitânea disse...

Felizmente que hoje em dia não existirão mais valas comuns.Nestes tempos modernos existe a possibilidade de fazer o pessoal em farinha e queimar em cimenteira...

Ricciardi disse...

Traidores do regime não é a mesma coisa que traidores da nação.
.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. :)
.
Porque senão somos todos traidores. Não é a republica que proíbe a monarquia?
.
Não foi traição à nação, a do tipo que matou o nosso rei. Foi uma traição ao regime.
.
Rb

Ricciardi disse...

Em suma, o Dragão é um traidor da nação, porque advoga a guerra para impôr um regime.
.
PS. ultimo tomahawk que envio.
.
Rb

Anónimo disse...

O problema das fontes caro Rb

Ir buscar fontes, para justificar o nosso ponto de vista, em sítios que tentam manipular a história, ou a visão sobre ela.

Apenas um exemplo.

Rb - 1973 – Os países árabes embargam as vendas de petróleo ao Estado português;

Até na Wicked(*) - A segunda fase (da crise/embargo) aconteceu em 1973 em protesto pelo apoio prestado pelos Estados Unidos a Israel durante a Guerra do Yom Kippur, tendo os países árabes organizados na OPEP aumentado o preço do petróleo em mais de 300%.

Sabe-se que Portugal deixou os USA usarem as bases das Lajes (por pressão ou não, não vem agora para o caso) para ajudar Israel. Logo... também apanhou no coco. Não foi exclusividade, como a fonte do Rb tenta maliciosamente tenta demonstrar.


(*) http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_do_petr%C3%B3leo

Anónimo disse...

Já faz lembrar os tura pá. Davas os tiro e depois fugiiias os más que podias pá.
Ou punhas os arma nos ombro pá e davas os tira pá trás nos fugimeeentos.
Os tropa eras maluuuco pá. Nós ir para onde os bala quêles madava ia. Eles fugiam para onde os nossos bala vinham. Maluuuuuuucos pá.

Anónimo disse...

Os tropa fugir pa ver donde vem os bala pá
Nós fugir pá pa ver onde elas cai

dragão disse...

Rb,

vossência não tem uma pequena virtude apenas: vossência é um poço de virtudes - Um santo, um cavalheiro e um benemérito. Mas é um bocado pomposo, pesporrente e mitómano. Chama tomahawk às suas bombinhas de carnaval, nem sequer explosivas: apenas fétidas.

Deixe que lhe diga que como adversário descompareceu. E para saco de treino, achei-o demasiado mole.
Estou até com a estranha sensação de ter estado a malhar num enchido manhoso qualquer: uma alheira gigante, ou coisa que o valha.

Uma dessas suas últimas tiradas sonsas, até parecia, assim de repente, a Floribela casada com o preto Djaló: "Nossa, que biolência!..."

Uma vez, na África do Sul, um australiano dos antigos SAS rodesianos, contou-me uma piada de auto-gozo dos locais: "sabes porque é que os sul-africanos só apanham escantamentos do pescoço para cima?
- Porque fodem muito com a garganta!»

Olhando para a sua triste figura, ó Rb, lembrou-me esta anedota.
A goela dum hipopótamo com o cérebro duma avestruz.


PS: Os tais gajos que mataram o rei, um dos pretextos foi a putativa traição deste à nação entregando parte desta - o Ultramar entre Angola e Moçambique -, em genuflexão ao Ultimato Inglês (vê, como a sua asnorreia não tem limites?)
E não me queixo de nada de Israel. Os geo-pato-bravos que lá moram, ou os que suspiram ao longe, é que têm razão de queixa de toda a gente. Ou acha que eu não tenho mais nada que fazer do que perder o meu tempo com paizecos da Farinha Amparo?

E, por favor, vitupere à vontade : os "ismos" todos de conveniência, a forma sem conteúdo e outros estratagemas de estalo. Mesmo os piores insultos, os mais inverosímeis, eu tomo como elogio. Significa que está a arder; e o que arde, cura. Mas, por amor de Deus, não elabore. Choraminguice não é de homem.

Cumprimentos ao Djaló!...






Anónimo disse...

Assim que terminou os estudos em Coimbra o meu pai partiu para Angola para trabalhar no respectivo Banco. Todos os anos vinha de férias à Metrópole. Numa dessas vezes conheceu a minha mãe e apaixonaram-se, mas nesse ano ainda voltou para Angola. No Verão seguinte regressou ao Continente e casaram-se. De seguida partiram para Angola onde permaneceram poucos
mais anos porque a minha mãe dava-se mal com o clima.
No Banco de Angola, segundo o meu pai contava e nós, filhos, mais tarde confirmámos através de fotos e testemunhos de familiares e amigos, trabalhavam pessoas com todos os tons de pele: brancos, pretos e mestiços, alguns deles em postos de relevo. Foi pelos meus pais e seus amigos, primeiro e muito mais tarde em visitas que eu própria fiz, que tomei conhecimento de como era a convivência entre nativos e não nativos em Angola.
Se houve um milhão de escorraçados/refugiados por um medo atroz do que os mercenários-drogados e os drogados-terroristas que integravam os 'movimentos de libertação', lhes pudessem fazer (a população ainda tinha bem presente o massacre ocurrido em 61 no Norte de Angola) e muito mais se a soldo do imperialismo, nos quais havia sido inoculado o ódio contra o irmão de raça, automàticamente transformado em inimigo) e sendo todos eles portugueses genuínos nascidos ou não em Angola, apenas se pergunta qual o motivo porque tantos fugiram para Portugal e continuam a fazê-lo até hoje? E se, segundo os autores do golpe d'Abril, aquele território iria tornar-se na mais esplendorosa democracia "à socialismo de Leste" onde o povo ia finalmente libertar-se da escravidão que a 'tenebrosa ditadura' lhes havia imposto à força, qual a razão por que mais de um milhão de angolanos fugiu logo dela a sete pés e se mais pudessem mais o teriam feito? Esta "tremenda ingratidão" dos angolanos para com os seus 'salvadores' é de facto muito estranha.
A 'descolonização exemplar' deveu-se ùnicamente à ganância e cobiça desmesuradas das super-potências pelas enormíssimas riquezas existentes no solo e subsolo de Angola e que tinham que lhes pertencer desse por onde desse e sem olhar a meios.

Vi ontem um documentário feito na Rússia, infelizmente não do início. São relatos de pavor da era estalinista. Pelos anos 30 os crimes mais horrendos foram perpetrados a mando de altos dirigentes da altura. Os guardas encarregados de conduzir milhares de deportados para regiões geladas do Norte do país (não cheguei a ouvir, mas certamente na Sibéria) que tentavam fugir eram executados à queima-roupa; outros eram-no para divertimento dos guardas; alguns eram lançados ao rio gelado para irem buscar corpos d'assassinados que tinham tentado fugir a nado e depois também eles assassinados; outros, assassinados para servirem d'alimento aos guardas; outros, pendurados em árvores e esventrados para lhes comerem as entranhas; outros eram desmembrados para comerem "as partes mais tenras" (como foi afirmado) coração, fígado, músculos, etc.; a alguns foi-lhes arrancada a cabeça para o mesmo fim.

Segundo os narradores, mais tarde foram feitas queixas aos dirigentes locais do partido e uns tempos depois enviado um relatório a Estaline. Todos estes pouca importância deram às queixas. Bastante tempo depois, por pressão, Estaline ordenou um inquérito aos acontecimentos só para sossegar as hostes e tudo voltou ao mesmo. A única coisa que os dirigentes máximos do partido mais temiam era que os massacres e canibalismo chegassem ao conhecimento da população e muito mais ainda ao Ocidente.
Este cenário de crime e tortura, embora noutra época e com outras motivações, é comparável àquele que ocorreu em Angola.

Hão-de passar muitas décadas até que - tal como este na União Soviética, só recentemente revelado - o mundo conheça toda a verdade sobre o genocídio em Angola, contado por quem o viveu por dentro e só por milagre conseguiu escapar.
Maria

Anónimo disse...

a quinta coluna de sionistas é que está a dar cabo do país, pior, do Mundo. Basta ver o que os gajos de wall street fizeram para por de rastos um país como EUA.

Ricciardi disse...

«Os tais gajos que mataram o rei, um dos pretextos foi a putativa traição deste à nação entregando parte desta - o Ultramar entre Angola e Moçambique -, em genuflexão ao Ultimato Inglês (vê, como a sua asnorreia não tem limites?)» dragão
.
Ó Dragão está a transpirar asneiras por todos os poros.
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Olhe, leia com atenção este senhor com o qual vosseencia tem muito a aprender:
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«... porque, com a Monarquia, a descolonização não teria sido feita como foi, teria havido a formação de uma Commonwealth portuguesa, de uma União Lusófona, um Reino Unido, não teria havido a revolução de 1926, que levou à segunda república, e não teria sido preciso o 25 de Abril que atrasou a economia portuguesa de uma maneira gravíssima. As três revoluções que a República nos trouxe foram altamente negativas para o País. A primeira e a última são celebradas com um feriado nacional, não faz sentido. Ao celebrarmos as revoluções, estamos a dizer que na próxima crise venha um militar que tome conta disto. É o caminho errado. Devíamos era insistir que no respeito pelas instituições democráticas. A nossa Constituição devia dizer que é inalterável a forma democrática de governo. Não diz isso, diz que é inalterável a forma republicana de governo.»
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Veja lá se adivinha quem disse aquilo. Gente com senso, enfim. Gente que percebe que a união da nação não podia ser imposta pela guerra. Que percebe que às mudanças que se vão desenvolvendo nas gentes das colonias são necessárias medidas POLITICAS condizentes.
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Rb

Ricciardi disse...

Mas há mais, note bem e embrulhe:
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«Sou dos que pensam que houve em Portugal, além de outros, um erro fundamental no que respeita ao ultramar: foi o de considerar “o problema ultramarino” como único e indivisível. Ora acho que, pelo contrário, havia tantos problemas quantos os territórios do ultramar! Havia que resolver caso por caso, sem se considerar (como foram a doutrina e a política oficial), que a “negociação” com o “adversário” numa frente de guerra destruiria moral e politicamente os fundamentos da posição portuguesa e até a sua capacidade de lutar noutros territórios. Posso, é evidente, estar enganado. Mas, desde muito novo acreditei que era necessário resolver cada caso por si. E, note, sempre pensei que haveria que encontrar soluções específicas, até dentro das grandes unidades geopolíticas. Ainda hoje pergunto, porque é que Cabinda, que tem uma cultura própria bastante avançada, especifica, e uma consciência nacional das mais apuradas que há em África, porque é que Cabinda e os Cabindas haviam de ser um mero distrito de Angola? E outros exemplos se poderiam encontrar: a ideia de considerar que a Guiné e Cabo Verde constituíam “um todo”, era por tal forma contrária às realidades que não resistiu à pressão das mesmas! Nesse período da minha juventude passado em Angola, no serviço militar, que procurei cumprir da forma mais correcta que me foi possível, não deixei de me preocupar continuadamente com uma perspectiva ampla que não passava manifestamente pela ideia de uma vitória militar a todo o custo.»
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PERCEBEU? A perspectiva ampla que NÃO passava manifestamente pela guerra.
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Mas note ainda mais só para rematar:
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«...Como sabe as grandes potências coloniais de outrora, mesmo depois da descolonização, continuaram a administrar (sublinho: por vontade das próprias populações), múltiplos territórios através do mundo. Lembre-se do ministério francês popularmente chamado “dos Dom-Tom”, (abreviatura das expressões “Département d’Outre Mer/Territoires d’Outre Mer”).

- Acha que, se a descolonização o tivesse permitido, poderia haver hoje “Dom-Toms “portugueses?

- Pelo menos nos territórios onde não havia guerra, a autodeterminação poderia ter conduzido a soluções de articulação com Portugal (como aconteceu com tantos outros ainda sob administração francesa, americana, holandesa, etc.). Acho que quanto a este ponto se reflecte, de novo, a circunstância de se ter tratado do problema do ultramar como “um todo”, sem ter havido a subtileza de se entender (antes ou depois da revolução), que cada território merecia uma consideração calma, ponderada e específica.
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A construção encontrada para os Açores e para a Madeira, que são Regiões Autónomas com órgãos políticos e administrativos próprios dentro da unidade nacional, poderia, porventura, ter sido aceite pelo povo de Cabo Verde? Certamente pelo de Timor? Quem sabe se pelo de São Tomé? Quem sabe se pelo de Cabinda (se tivesse havido a coragem de considerar Cabinda como uma entidade diferente de Angola)?
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Enfim, sobre a descolonização também se tem falado “milhares de horas” e nem eu tenho opiniões particularmente originais. As que aqui manifesto correspondem apenas a uma síntese. São sinceras e estaria pronto a debatê-las em qualquer instância. Acrescento apenas que a Monarquia poderia ajudar, (…..).
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Em SUMA, meu caro dragão, a sua verborreia mental limita-lhe o pensamento são.
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Fizemos TUDO mal. Antes e depois do 25 de ABril... but hei, o dragão acha que a guerra devia ter sido ainda mais intensa.
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Rb

Ricciardi disse...

Parece o adiantado mental do nosso Ministro das Finanças que está a ver que as politicas que desenvolve não resultam e, para melhorar, intensifica-as.
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PS. Mas tambem, digo-lhe não esperava mais de si do que uma agradavel e admiravel, sinceramente, articulação de palavras. Até me fez lembrar Socrates, o grego, à procura da virtude por entre os mestres... tendo chegado à conclusão que se tratavam apenas de gente boa na retórica, na articulação, mas vazia de conteúdo. Se quiser, pois, considere-se um daqueles mestres...
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Rb

zazie disse...

Ontem o José escreveu uma frase que resume o problema.

Disse ele que a entrada na UE foi como a descolonização- uma inevitabilidade com que se apanhou e que acabou por ser mal-feita.

Uma inevitabilidade por arrasto, digo eu. Por mera cópia ideológica do que se passava noutros locais - ocupações modernas e recentes, que nada tinham a ver com descobertas de terras 400 anos antes.

Fora isso, a ideologia tem muita força. As pessoas passam a acreditar no que lhes impingem como a boa da verdade hsitórica.

Ora, se até o nosso morgadinho tem a cabeça feita com elas e é branco, por que não a havia de ter os de lá que são pretos ":OP

zazie disse...

O que tu não entendes é que todas essas hipóteses tinham como contra-peso o comunismo.

E eu acredito bem que o Salazar e o Caetano pesassem bem esse aspecto e não tivessem avançado para uma posição intermédia por causa dele.

E era. E foi. Aquilo era pasto para comunismo internacional e saque de diamantes pelos americanos.

E é mais que óbvio que isto apenas se reporta a Angola já que o resto nem havia sequer explicação para se sair e entregar ao deus dará, como se entregou- em fuga por preconceito ideológico- como de Timor.

zazie disse...

Além do mais, bastava ver a lista de possessões que existem no mundo para se perceber como as datas, quer de ocupação, quer de retirada, foram distintas da bestialidade da fuga no 25 de Abril.

Só por absoluta e gigantesca ignorância se pode escrever que se devia ter entregue Timor a uma espécie de protectorado a meias.

A meias com quem, palerminha?

A meias com os mesmos tribalismos que depois se foram exterminando mutuamente?

Será que na tua cabecinha tudo se resume a "identitários"- são um povo- como o povo pencudo- logo faz-se pareceria com qualquer povo, porque todos os povos se reconhecessem pela penca e ADN

zazie disse...

Se não fosse a Igreja Católica eles tinham-se exterminado todos.

Porque nunca houve nem há em locais tribais, ou pasto de seitas partidárias, qualquer coesão nacional a não ser os restos que dela sobraram pelo facto de terem sido portugueses.

Nem países existiam. Os que existem foram geograficamente e culturalmente e tecnicamente e tudo o mais, feito por nós.

Não há aqui a menor comparação com ocupações de Argel ou de Marrocos ou outras recentes onde já existiam países.

Em África existia território desconhecido em que, nalguns casos era habitado parcialmente- por tribos rivais em estado muito atrasado em relação a nós.

Por isso é que nesses casos não costuma sobrar nada para contar como foi.

Não sobrou com os espanhóis, não sobrou com os colonos ditos mais tarde americanos.

zazie disse...

Aquilo era demasiado grande para ter tido as migrações de colonos como sucedeu noutros lados.

Teve o Brasil e por isso se perdeu para outros mais aguerridos e com saque mais eficaz -d depois dos marranos também terem traído.

África- esteve ao semi-abandono durante séculos.

Quem verdadeiramente transformou esses territórios em países modernos foi Salazar.

Fora isso, batatas- é pura e estúpida demagogia racista.

zazie disse...

E Angola ou Moçambique estiveram mesmo séculos ao abandono.

Se tudo seguisse a lógica igualitária do morgadinho, era caso para perguntar porque é que não se desenvolveram todos mais sedo e não se alfabetizaram na selva, já que nem havia branco que impedisse.

Não desenvolveram nem alfabetizaram porque eram selvagens. Ponto final.

E continuariam nesse estádio selvagem se os deixassem à sua sorte tribal.

Mas, como é mais que óbvio- ninguém no mundo ia achar que aquilo era assim uma cena patusca primitiva gira para passar férias e mais nada.

Aquilo era rico e gigante e em parte alguma do mundo se deixou um território gigante entregue a selvagens.

Mesmo os selvagens que depois disseram que lhes deram a independência já tinham deixado de o ser há muito.

Eram selvagens ocidentalizados- com contactos políticos com as super-potências.

E foram esses que colonizaram de novo e agora são os sobas democráticos que não te encanitam, como te encanitam os brancos que para lá foram.

E agora até podem praticar escravatura com chinocas que não há crise, escravatura chinoca a carteis de droga, são a moeda de troca da boa da liberdade democrática e progresso que identificas.

zazie disse...

mais cedo e outras gralhas.

Anónimo disse...

“Parece o adiantado mental do nosso Ministro das Finanças que está a ver que as politicas que desenvolve não resultam e, para melhorar, intensifica-as.”

Errado Caro Rb. Estão a resultar na perfeição, daí a troika vir dizer que estão se ser bem sucedidas. Mas como você, e a maioria dos portugueses, equivocam-se por pensar que o objectivo da troika e do governo é aquele que pensam.

Anónimo disse...

Djaró

Eu pensar qué tu ir para os Portugal prá trazer os fericidades prós nossa famíria como tu dizer. Tu dizer que ías mandar os dinhêro para nós. Ondê istá?
Afinar tu encontrar coisas bonita. Tu ficar todo cheio dámor e esquecer nós.
Tu partir os meu córação. Tu ser muito feio. Num ter os vergonha nos cara . Tu ser más feio cus hiena
Meu pai querer os dôs cabrito e os três porcos quê tê dêu.
Um dia eu ir também nos Portugal e quando eu tê vêr e eu tê dar uns purada e nessas coisa quê tu ter aí nos Portugal
Tu ir ver eu ir aí nos Portugal mostrar o paper quê tu ser casado. Xitumbo di merda.

Mária Mutemba

Pi Êsses
Dragão
Tu ser uns homem muito bom não dizeres os mentira como o Djaró
Uns beijinho prá tu.

Anónimo disse...

Pois, anónimo, é bem capaz de ter razao.
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rb

Anónimo disse...

Conhecim em tempos um tuga que foi para Angola a destripar panças e descabeçar a cabeça dalgum angolano ou portugués seí lá o que era...Fiz bem o seu trabalho segundo ele me contou. E eu crei.
Nao deveria. Deveria haver deixado de fazer aquele trabalho suço de recolleita de lixo (mas bem feito)para estes homezinhos blogosfericos que tudo se vao em merdezitas, Dragao, Lusitanea...
Bons tomates na blogosfera...mais se houvessem ido lá talvez eu nao ia dizer o mesmo nem pontoar o mesmo que daquele tuga campeo que eu conheci que foi na Angola para fazer trabalho su´ço, um trabalho de lixo, como ja antes disse...